Retrato Márcia

Retrato Márcia

Um certo domingo, há cinco anos,  Márcia foi  conhecer a EcoFeira  e não apenas gostou muito  do que encontrou, como também resolveu aceitar o convite  para participar com seu artesanato.

Márcia Serra Mayer

Em sua barraca o que se vê convida ao toque e a um olhar mais acurado. Seu trabalho consiste na confecção de diversos itens para casa e para pessoas. São toalhas de corte especiais, panos para a cozinha, artesanato para crianças, entre outros. Todos têm uma ideia original e um grande amor na sua confecção.

Ao lembrar o seu passado, Márcia diz : “Na infância, fui uma criança livre, que brincava na rua com meus amigos,  sem os perigos da violência atual. Na adolescência, pude viver de forma livre. Participava de festinhas e bailinhos em casas de amigos e era muito feliz.”

Ao chegar à idade adulta  e  depois de  se dedicar por 28 anos ao  trabalho como professora, encontrou no artesanato  uma atividade gratificante, prazerosa e realizadora. Com orgulho dedica-se a esse  trabalho e sente  agradecida o reconhecimento e  a admiração de  seus clientes.

São seus planos crescer  e sempre trazer ideias novas para sua arte, ampliando a variedade e  as utilidades que  seu trabalho pode conseguir. Tem consciência das possibilidades de cópia que o artesanato permite mas não se preocupa com isso pois considera  que  “sempre será impossível reproduzir a mão e o coração de quem faz”.


Conheça os produtos da Márcia.

Retrato Silvana Ponzio

Retrato Silvana Ponzio

Silvana Ponzio

Reinvenção de si mesma e a  recuperação da confiança no próximo,  são aspectos marcantes dessa mulher  batalhadora que hoje se dedica a trazer para a EcoFeira  biscoitos caninos feitos com  amor e carinho.

Ao mirar a saúde e o prazer da alimentação dos cães ela encontrou a gratificação não encontrada  na sua área de formação – a  publicidade – na qual trabalhou por muitos anos.

Trabalhou em algumas agências publicitárias  o tempo suficiente para que – aos 51 anos de idade – desenvolvesse em seu íntimo  um projeto diferente de vida, e encontrasse a atividade que realmente a   fez aproximar-se do bem viver. Foi auspicioso  o encontro da  EcoFeira – segundo ela, o lugar perfeito  para a execução de seu  projeto.

Apostou  nas habilidades manuais adquiridas no estudo da cerâmica no  Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e, de início com uma amiga e depois sozinha,  buscou o desenvolvimento de um produto alternativo.

Sentia  que   os bichinhos de estimação   ultrapassam essa condição, tornando-se parte integrante das famílias. Percebeu que havia um interesse das pessoas  em dar a seus cães não apenas uma alimentação adequada e natural mas também prazerosa  e carinhosa.

Silvana Ponzio

Assim desde 2015, a Naturals Dog fornece seus biscoitos artesanalmente, com ingredientes naturais e integrais, preocupando-se com a saúde de nossos melhores amigões!

– “Moramos em uma região em que os pets são muito bem tratados e vão além de serem apenas bichinhos peludos, para muitos são praticamente filhos …” – diz ela com carinho.

E Maria Silvana nos dá o prazer de sua presença todos os domingos na EcoFeira levando sua  arte e  habilidade manual nos lindos formatos  dos biscoitos especiais.

Retrato da Biba

Retrato da Biba

Biba – Birgit Marion Behning

Birgit Marion Behning – Um lindo nome para um apelido muito carinhoso – Biba –  como todos a conhecem.

Nascida em São Paulo, formou-se em odontologia  mas as artes manuais sempre chamaram sua atenção  e a paixão pelas artes,  vinda com certeza da influência do avô  paterno – exímio pintor de telas -, levou-a desde cedo a dedicar-se ao artesanato como um delicioso hobby.

Desde pequena suas curiosidades foram  incentivadas por sua família o que veio a  contribuir para que hoje ela  tenha nessa atividade sua principal fonte de renda.

Fez cursos  de pintura em tecido, em madeira, em tela, em porcelana e cerâmica de torno. Aprendeu a produzir  suas velas  além de muitas outras peças que hoje compõem seus trabalhos.

Ao iniciar-se o novo século –  exatamente no ano 2000 –  mudou-se para a Granja já em busca de uma vida  mais calma e sustentável. Como cliente das primeiras Ecofeiras, encantou-se  com a proposta  de sustentabilidade e de processos  próximos dos artesãos e dos produtores rurais que já se revelava como uma forma mais autêntica  e mais humana de comércio.

Suas lembranças das belíssimas telas do avô até hoje a influenciam em seu trabalho agora profissional. Assim,  em junho de 2013 tomou a decisão  de apresentar seus trabalhos e de  participar  pela primeira vez  da Ecofeira.

Seu material  principal  é  a  madeira.  Garimpando peças em demolições, em descartes de marcenaria ou recortando o MDF  – uma fibra de média intensidade criada como forma de aproveitamento de sobras
de cortes de madeira -,  ela trabalha  com  criatividade olhando-as e decidindo a aplicação de materiais acessórios  e a consequente  transformação em peças  decorativas e funcionais.

O resultado sempre encanta, pois  as peças são sempre únicas, feitas com suas próprias mãos e, principalmente, com a beleza só possível através da energia do coração  com que são produzidas.

Concorda com o que diz  Clarice Lispector : “Sonhe com o que você quiser. Vá para onde você queira ir. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la
humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz”.

E Biba  procura viver de acordo com essas sábias palavras!


Conheça os produtos da Biba aqui.

 

Retrato Walter

Retrato Walter

Walter Toshiaki Fukushima

Walter –  das flores –  como sempre a ele nos referimos, participa deste projeto e da EcoFeira com muita presença. Logo ao entrar, somos brindados com as belezas das folhagens, temperos e flores que parecem nos enviar um convite  para que as levemos para casa  e que passem a  participar de nossas vidas, em nossos jardins e quintais.

Ao ser solicitado a enviar alguma informação relevante para que fosse escrito o texto relativo à sua foto, ele nos brinda com este lindo depoimento:

“A nossa história começou quando o meu pai e família vieram de Marília/SP explorar novos horizontes na cidade de São Paulo. Meus avós, imigrantes japoneses, educados com a mais rigorosa disciplina do País do Sol Nascente, migraram para a grande cidade, visando mais facilidade de acesso à escola para seus filhos, num total de onze.

Meu pai, o segundo filho, prejudicado imensuravelmente pela Segunda Guerra Mundial, não pode ir às aulas, o que o deixou vulnerável na grande metrópole. Visionário, tentando unir ao útil ao agradável, escolheu como carreira trabalhar na lavoura, mas não na convencional, mas sim, trabalhar com bonsai. Papai, muito religioso, aos seus 22 anos, em 1954, com muita fé, determinação e espírito aventureiro, por acaso, resolveu do nada fazer uma viagem de trem de São Paulo para Bragança Paulista.

Durante o trajeto, um moço de cerca de 38 anos puxou assunto e, na conversa, o rapaz comentou sobre bonsai…  Era um bonsaísta muito experiente que, mais tarde, se tornou o seu mentor, com o qual aprendeu técnicas desta arte milenar. Para frequentar aulas na prática, meu pai foi morar com ele em Bragança Paulista. Além de aprender bonsai, também partiu para cultivo de rosa de corte que, naquela época, década de 50, não tinha concorrência. Mas um acontecimento inimaginável acometeu o meu pai, na ida e vinda de trem levando rosas para vender em São Paulo: ele conheceu um jovem japonês nato que foi seu cliente e que lhe fez uma oferta desafiadora e ainda muito restrita – o cultivo de flores em vaso na estufa e, meu pai, discípulo assíduo de novidades, aceitou a oferta. Mudou-se de  Bragança Paulista para a Granja Viana, Cotia, em 1969, onde  se  casou. 

Na  mudança, meu  pai  trouxe consigo mudas de bonsai que ele havia plantado na época de aprendiz, quando estava com 15 anos.

Eu nasci na Granja Viana, onde ficamos até 1976. Depois, mudamos para Bairro Aguassaí, onde estamos até agora. E, na atual chácara, ainda mantemos essa muda que agora já está com 63 anos e da qual muitas crias foram geradas. Após o falecimento do meu pai apostamos na plantação de ervas medicinais e aromáticas e criamos um orquidário.  

Quem cuida do viveiro é a minha mãe, por quem tenho profundo amor, respeito e gratidão por tudo que ela representa para mim. Sempre dedicada, generosidade aflorando da sublimidade da alma, com seu empenho incondicional, além de estar sempre disposta, com tudo e com todos, e com a minha família. Ora leva meu filho para escola, ora para consulta médica/odontológica, participa das reuniões de pais, possui um ímpar carinho pelas plantas, semeando, replantando, regando, adubando, tirando mato, cuidando dos cães e gatos, enfim, ainda com todas essas atribuições diárias, sempre descola um tempo para cuidar da manutenção das estufas, da gente, zelando integralmente para o nosso bem. Vejo-a anulando completamente seu ego, tudo para que não nos falte nada. Sem a minha mãe, nada poderia fazer e tampouco participar das edições da EcoFeira.

Portanto, todo mérito que conquisto aqui é fruto inegável e incondicional do que mamãe aplica no seu dia a dia. Devo a minha vida a ela e, além de me criar, ela continua dedicando parte da sua vida para que nada nos falte. Muito, muito, muito, muito, muito, muito, obrigado. Os sete muitos é homenagem a ela que adora esse número! 

Outra pessoa a quem devo também a minha vida é minha esposa –   a minha magnífica, fantástica, magnânima esposa, com quem estou unido há 11 anos pelos laços sagrados do matrimônio. É ela quem sempre me pergunta, próximo à véspera da EcoFeira, se tem algum pedido para meus clientes. Sou meio distraído e ela me complementa nesse sentido. Quando tenho algum, ela encomenda e com sacrifício traz para casa, pois trabalha no CEAGESP há 3 anos. Esposa maravilhosa, esforçada e sempre para frente, alto astral e confiante, deixa-me cada vez mais encantado e vem me conquistando cada vez mais, diariamente. 

Tenho também um filho inteligente, responsável, esforçado, orgulho da minha família. Sem eles, mamãe, esposa e filho, minha atividade não teria sentido e há tempo teria desistido da EcoFeira. Eles são o meu porto seguro. Dedico e eles um infinito amor e gratidão. Eles são a razão da minha existência. Muito obrigado, aos meus antepassados, meu pai, in memorian, mamãe, minha esposa e ao meu filho.   

Conhecemos a EcoFeira também por meio do acaso. Em 2010, ainda com a família recém-formada, estávamos com um filho que bem completara um ano. Nessa época, a nossa vida estava enfrentando um paradigma, minha esposa trabalhava como agente comunitário e o relacionamento com a chefe dela estava por um fio e eu, por outro lado, era funcionário público do Estado.

Estávamos recebendo aquém do nosso merecimento, e o que nos guiava o dia a dia era a venda na feira em Ibiúna. Neste intervalo de tempo, tivemos a ideia de vender flores no Cemitério de Cotia e corremos atrás, e em uma conversa perguntei se tinha alguma feira alternativa. Informaram-me da EcoFeira.

Demonstrei interesse e nos encaminharam para a área de Secretaria de Turismo do Município, onde tive o imenso prazer de conhecer a Cris Oka, a sempre Cris Oka que nos acolheu com tanta estima, gentileza e profissionalismo. No nosso primeiro contato, ela pediu para que preenchêssemos um formulário, no qual descrevemos o tipo de produto que iríamos expor. Feito isso, ela nos informou que as vagas já estariam esgotadas, pois, já havia um produtor que iria vender os mesmos produtos que eu. Porém, mesmo assim, que era para aguardar. Não sei se foi acaso ou por golpe do destino ou sorte, ligaram-me confirmando uma vaga.  

Participei, já na segunda edição, e de lá para cá continuo firme.

Constituímos uma família entre os expositores –  pessoas ímpares, sem igual. Amo muitíssimo a EcoFeira! Conhecemos muitos clientes que continuam fiéis até o momento. Sem a equipe maravilhosa que compõe a EcoFeira, o que seria de mim? Sem a EcoFeira, o que seria de mim, minha família e herdeiros?

Parabéns  à  EcoFeira  por  7 anos  de  existência! ”

O que dizer mais?  Apenas que aplaudimos o relato de sua própria história e  com ele fazemos  coro nesta celebração!


Conheça as flores do Walter aqui.